Você foi vendaval.
Molhando meu quintal
Regando as flores e ervas, inundando e transformando tudo em charco.
Você foi sol.
Com risos e relatos fáceis
Com refeições tortas divididas sob o chão
Com acalento sobre o peito
Com beijos replicados no elevador, na soleira da porta, nas almofadas largadas ao chão, no parapeito do mundo.
Você foi.
Foi vento noturno no meu sono
Brisa que suspirou pelas cortinas
E que descortinou, que bagunçou
Que jogou minhas tralhas pelo chão e nem ao menos se deu o trabalho de catar.
Você foi quatro estações em um dia
Verão de cem anos em dois meses.
Foi, você.
Até breve.
segunda-feira, 29 de junho de 2015
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
Passará
Não caia nessa
Na nostalgia que te pega pelo laço
Te arrasta pelo cangote e afoga as memórias no travesseiro
no quarto quente de verão.
Adianta pensar?
Não meu caro, sabemos que não.
Lembrar,
Você, eu, Maria e Joaquim
O mundo todo irá.
Na nostalgia que te pega pelo laço
Te arrasta pelo cangote e afoga as memórias no travesseiro
no quarto quente de verão.
Adianta pensar?
Não meu caro, sabemos que não.
Lembrar,
Você, eu, Maria e Joaquim
O mundo todo irá.
Mas foi, desapega. Solta o nó.
Agora não dá,
não pode e não deve mais pensar.
Abre esse espírito
e, abraça o mundo em toda sua graça e cor.
Tem um turbilhão de vaga-lumes brotando em seu céu
Tem novas pernas jogadas sobre as suas
Novas músicas para compor
Novos sons para descobrir.
Respire o mundo, que tudo há de passar.
Apenas olha esse sol garoto, essa flor nova que brotou na varanda.
Arranca os corações de papel da parede,
coloque-os longe de seus olhos.
Prometemos,
tudo há de ficar bem.
Agora não dá,
não pode e não deve mais pensar.
Abre esse espírito
e, abraça o mundo em toda sua graça e cor.
Tem um turbilhão de vaga-lumes brotando em seu céu
Tem novas pernas jogadas sobre as suas
Novas músicas para compor
Novos sons para descobrir.
Respire o mundo, que tudo há de passar.
Apenas olha esse sol garoto, essa flor nova que brotou na varanda.
Arranca os corações de papel da parede,
coloque-os longe de seus olhos.
Prometemos,
tudo há de ficar bem.
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Ainda não
Você se foi? Mesmo?
Não! Me espere por gentileza!
Esse aceno distante não vale. Esse Adeus ao telefone, é dos jogos mais sujos.
Eu não estou pronta pra te abandonar.
Desculpa amor, mas parecia tão mais fácil quando eu disse isso em voz alta.
Quando eu disse pra você me deixar ir.
Não.
Esse aceno distante não vale. Esse Adeus ao telefone, é dos jogos mais sujos.
Eu não estou pronta pra te abandonar.
Desculpa amor, mas parecia tão mais fácil quando eu disse isso em voz alta.
Quando eu disse pra você me deixar ir.
Não.
Eu tenho tantos beijos doces pra te entregar
Afagos ainda aprisionados em meus braços
Que só podem ser libertados sobre o calor do seu aperto.
Venha.
Não fique triste por nós.
Não lamente por mim.
Olha só, eu não irei mais chorar.
Afagos ainda aprisionados em meus braços
Que só podem ser libertados sobre o calor do seu aperto.
Venha.
Não fique triste por nós.
Não lamente por mim.
Olha só, eu não irei mais chorar.
Juro.
Sem lamentos de minha parte
Sem soluços engasgados ou pés presos ao caminho do fim.
Que fim?
Sem soluços engasgados ou pés presos ao caminho do fim.
Que fim?
Não existe fim não querido, você permanece
Em cada pedacinho que sou.
Fique.
Não desista do que ainda não foi.
Não desista do que pode ser.
Lembre-se das poucas horas de laço
Do nosso apego e cheiro.
Em cada pedacinho que sou.
Fique.
Não desista do que ainda não foi.
Não desista do que pode ser.
Lembre-se das poucas horas de laço
Do nosso apego e cheiro.
Lembre-se, foi bom, muito bom.
Com as estrelas do céu da boca se misturando.
Com a gravidade se condensando em um único ponto.
Com o ciclo, sem meio ou fim.
Apenas a continuidade.
Confluência de energia.
Saudade.
Com as estrelas do céu da boca se misturando.
Com a gravidade se condensando em um único ponto.
Com o ciclo, sem meio ou fim.
Apenas a continuidade.
Confluência de energia.
Saudade.
Você as tem tanto quanto
eu
sei.
Deixa-as ai contigo, se alimente das lembranças nubladas.
Das mãos se enlaçando, com a barba arranhando as sardas de minha pele.
Renovemos, por novos detalhes no futuro.
Massageie minhas costas
Morda meu ombro branco e nu
Segure meu rosto próximo ao seu.
eu
sei.
Deixa-as ai contigo, se alimente das lembranças nubladas.
Das mãos se enlaçando, com a barba arranhando as sardas de minha pele.
Renovemos, por novos detalhes no futuro.
Massageie minhas costas
Morda meu ombro branco e nu
Segure meu rosto próximo ao seu.
Me obrigue.
Me segure pelos braços,
docemente.
Não me deixe ir.
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
O aceno que não se cumpre
Foi assim
O suspiro de seu beijo marcou a pele tatuada
O cheiro, preso nos cabelos cheios de nós
Lágrimas, olhares dolorosos, e um aceno.
Eu te amo
mas não quero-o mais.
Não quero mais amá-lo,
Não quero mais perder noites de sono
Não quero mais o desalento
Eu preciso sim de retribuição
De sentir a troca mútua de dedicação
De dividir, de respirar seu ar.
mas não quero-o mais.
Não quero mais amá-lo,
Não quero mais perder noites de sono
Não quero mais o desalento
Eu preciso sim de retribuição
De sentir a troca mútua de dedicação
De dividir, de respirar seu ar.
Eu quero mais, muito mais.
E não o terei.
Preciso ir e não consigo dizer o adeus
Despedida amarga que não consegue escapar aos lábios.
Desilusão barata, com a decepção da vida te dizendo “vai dar errado”.
E não o terei.
Preciso ir e não consigo dizer o adeus
Despedida amarga que não consegue escapar aos lábios.
Desilusão barata, com a decepção da vida te dizendo “vai dar errado”.
E deu, tão certo e tão errado.
Com todos os clichês que podem caber a essa história.
Erros juvenis e previsíveis
Tais como os romances trágicos de folhetim.
Acenar, não olhar, ter a coragem do afastamento.
Preciso me curar, me vacinar, tomar doses dolorosas de injeções anti-você.
Tomar o xarope amargo chamado admitir o fim.
Vê? Eu sei a receita da cura.
Eu sei, racionalmente, as etapas que devo cumprir.
Preciso sair do seu ritmo gravitacional.
Com todos os clichês que podem caber a essa história.
Erros juvenis e previsíveis
Tais como os romances trágicos de folhetim.
Acenar, não olhar, ter a coragem do afastamento.
Preciso me curar, me vacinar, tomar doses dolorosas de injeções anti-você.
Tomar o xarope amargo chamado admitir o fim.
Vê? Eu sei a receita da cura.
Eu sei, racionalmente, as etapas que devo cumprir.
Preciso sair do seu ritmo gravitacional.
Hei de levar o amor embora, batendo a porta estourando a fechadura.
Mas ainda não, falta a coragem de te deixar ir.
Mesmo você não querendo ficar.
Me dê tempo, não vá antes de mim.
Libertação
Existem coisas que acontecem na vida da gente que não
sabemos como carregar. Que o fardo que elas provocam, o peso no peito e a falta
de ar, nos impedem de ser livres.
Ah, a doce liberdade do sentir. De amar, de retribuir e de
compartilhar, com o outro ou apenas com a solidão.
Eu não me sinto assim há tempos.
Restou apenas o sentimento me corroendo as entranhas e
envenando o pouco que me sobrou. Com as lágrimas incessantes, com esse amor que
dominou sentidos e razão, que levou a uma confusão plena de perder o prumo. Eu
não quero mais o fardo, caro amigo. Essa garota aqui, ta beijando a lona. Está
dando três tapas no chão e pedindo arrego.
Recebe e não compartilha mais nada com o mundo, pois, está ocupada com a própria avalanche emocional.
Recebe e não compartilha mais nada com o mundo, pois, está ocupada com a própria avalanche emocional.
Moça, você precisa se libertar.
sábado, 8 de novembro de 2014
Sorriso ao sono
Ah, doce olhar
Olhar brando como suas mãos pequenas.
Olhar brando como suas mãos pequenas.
Suave.
Os cabelos em cascata,
Castanhos e vermelhos dourados, mesclados ao redemoinho de lençóis
Com abraços silenciosos, mergulhados na quietude.
Castanhos e vermelhos dourados, mesclados ao redemoinho de lençóis
Com abraços silenciosos, mergulhados na quietude.
Um assobio leve nos acorda, e percebo, ainda com mãos
enlaçadas.
Com memórias recentes grafitadas nas paredes do quarto
Com o Napoleão ainda grudado em teu braço.
Com memórias recentes grafitadas nas paredes do quarto
Com o Napoleão ainda grudado em teu braço.
Ah, moço
Do cabelo encaracolado,
De olhar triste e preocupado
Do cabelo encaracolado,
De olhar triste e preocupado
Do sorriso lindo que desmonta.
Escuta? É a tua mente que não para de palpitar.
Teu coração, não sossega no lugar.
Teu coração, não sossega no lugar.
Depois de três incensos teu perfume sumiu
Só o perfume, o resto ficou. Que bom.
Só o perfume, o resto ficou. Que bom.
Vai lá urso, a corça se mantém por aqui.
Leva todo o amor que houver
fica fora da caverna,
Leva todo o amor que houver
fica fora da caverna,
e
banha o mundo com a sua paz.
Lembra, o mundo é seu.
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Desejo a você
Te desejo sorte querido
Com a sua nova garota e amor
Com os sonhos já criados.
Com a sua nova garota e amor
Com os sonhos já criados.
Te desejo sorte querido,
Pra que chegue onde quer, que continue criando o que quiser.
Que ela te ame como você a ama
Que ela aceite a sua mão como presença constante
Que você abra todas as portas e janelas
Com uma nova estação iluminando e oxigenando seus cômodos.
Pra que chegue onde quer, que continue criando o que quiser.
Que ela te ame como você a ama
Que ela aceite a sua mão como presença constante
Que você abra todas as portas e janelas
Com uma nova estação iluminando e oxigenando seus cômodos.
O fluxo segue, entra em continuação
A amizade, se possível, ficará? Companheirismo, conselhos, discussões e cafés
Você prometeu que sim, eu gostaria que sim
A casa é sua, quando quiser você sabe que pode entrar.
Mas a tolice já me ensinou que não
Teu rumo tá pra mudar.
A amizade, se possível, ficará? Companheirismo, conselhos, discussões e cafés
Você prometeu que sim, eu gostaria que sim
A casa é sua, quando quiser você sabe que pode entrar.
Mas a tolice já me ensinou que não
Teu rumo tá pra mudar.
E você não quer,
Não quer mais conversar, não quer mais pensar
Não se importa.
Não se importa.
E oras, tudo bem.
Te desejo sorte querido.
Te desejo sorte querido.
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