sábado, 8 de novembro de 2014

Sorriso ao sono



Ah, doce olhar
Olhar brando como suas mãos pequenas.

Suave.

Os cabelos em cascata,
Castanhos e vermelhos dourados, mesclados ao redemoinho de lençóis
Com abraços silenciosos, mergulhados na quietude.

Um assobio leve nos acorda, e percebo, ainda com mãos enlaçadas.
Com memórias recentes grafitadas nas paredes do quarto
Com o Napoleão ainda grudado em teu braço.

Ah, moço
Do cabelo encaracolado,
De olhar triste e preocupado
Do sorriso lindo que desmonta.

Escuta? É a tua mente que não para de palpitar.
Teu coração, não sossega no lugar.

Depois de três incensos teu perfume sumiu
Só o perfume, o resto ficou. Que bom.

Vai lá urso, a corça se mantém por aqui.
Leva todo o amor que houver
fica fora da caverna, 
e
banha o mundo com a sua paz.
Lembra, o mundo é seu.

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Tendo coerência, que mal tem?