O espaço entre as coxas coladas
Entre o seu braço posto sobre mim
Seu cabelo despenteado cheirando a shampoo pinicando o meu rosto.
O espaço entre os lábios que já se roçaram
Entre os olhares que já se cruzaram
Entre os sussurros replicados no quarto escuro desconectado do mundo.
O espaço entre suas mãos contando as costelas em meu peito
De seu ouvido colado ouvindo o bater do meu coração
Do seu suor misturado ao meu
Entre os olhares que já se cruzaram
Entre os sussurros replicados no quarto escuro desconectado do mundo.
O espaço entre suas mãos contando as costelas em meu peito
De seu ouvido colado ouvindo o bater do meu coração
Do seu suor misturado ao meu
O espaço entre nossas mãos, cruzadas na porta de saída.
O espaço já indefinido entre o meu passado que por horas se misturou ao seu
Que por dias e meses não se encontraram mais (e nem irão).
Não sobrou mais o cheiro e o sabor,
Muito menos a luz fria que entrava pela janela, e congelava sobre nossos corpos.
O espaço já indefinido entre o meu passado que por horas se misturou ao seu
Que por dias e meses não se encontraram mais (e nem irão).
Não sobrou mais o cheiro e o sabor,
Muito menos a luz fria que entrava pela janela, e congelava sobre nossos corpos.
E agora o espaço se manteve entre distâncias
entre mensagens trocadas
entre acenos distantes
entre talvez esperanças.

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Tendo coerência, que mal tem?